ANPAD FEV 2007.

Raciocínio Lógico - Fonte Curso ANPAD - Central de Ensino

Prova ANPAD - Fevereiro 2007

1- Um urna contém bolinhas de gude de várias cores: oito amarelas, doze vermelhas, cinco brancas, treze azuis e sete verdes. A quantidade mínima de bolinhas de gude que precisamos retirar para garantir que teremos três bolinhas de uma mesma cor é

A) 11.

B) 15.

C) 21.

D) 23.

E) 28.

20- Cada uma das três amigas, Ana, Bia e Clara, gosta de apenas uma das seguintes frutas: maçã, banana e pêra, não necessariamente nessa ordem. Ana gosta de pêra, Bia não gosta de pêra e Carla não gosta de banana. Se apenas uma dessas três informações for verdadeira e se cada uma das três amigas gostar de uma fruta diferente, então as frutas que Ana, Bia e Carla gostam são, respectivamente,

A) banana, pêra e maçã.
B) pêra, maçã e banana.
C) maçã, banana e pêra.
D) pêra, banana e maçã.
E) banana, maçã e pêra.

 

Respostas

 

1. – É certo que a questão está mal formulada, pois dá e impressão que na terceira bola, se dermos sorte, já podemos garantir que temos três da mesma cor. No entanto, o que o exercício propõe é encontrar a quantidade de bolas que devem ser retiradas, e mesmo antes de olharmos para elas, saberemos que com certeza, há ao menos três da mesma cor. Pode-se retirar uma bola de cada cor, na pior das hipóteses. Como temos cinco cores, ao retirarmos dez bolas, ainda não há certeza que haja três da mesma cor, podendo ser duas de cada cor. Mas certamente a décima primeira bola confirmará que há três bolas da mesma cor.

Resposta A.

 

Resposta A. Sabemos que apenas uma das sentenças é verdadeira, no quadro testamos cada uma das hipóteses:

 

Hipótese 1

Hipótese 2

Hipótese 3

I. Ana gosta de pêra

F

V

F

II. Bia não gosta de pêra

F

F

V

III.Carla não gosta de banana

V

F

F

Conclusão

Correto. Bia gosta de pêra. Carla gosta de maça, pois não gosta de banana e da banana quem gosta é Ana.

Não é aceitável, pois Ana e Bia gostam de pêra.

Carla gosta de banana, Ana não gosta de pêra, e Bia também não gosta de pêra, assim, não é aceitável, pois ninguém gosta de pêra.

Avaliação da CAPES

Para que serve a avaliação da Capes A Capes e a Avaliação Trienal A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação é uma agência de fomento e, como tal, concede várias modalidades de bolsas e auxílios. Sozinha, responde por 55% das bolsas de mestrado e doutorado no Brasil. Somada ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério da Ciência e Tecnologia (CNPq/MCT), atende 85% das bolsas nesses dois níveis de formação pós-graduada. Além disso, seu Portal de Periódicos é um dos maiores e melhores do mundo. Mas o que distingue a Capes das outras agências de fomento, como o CNPq e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, é sobretudo que ela também é um órgão de avaliação. Seu fomento está vinculado à avaliação dos programas de pós-graduação, a qual, aliás, também serve de referência para as demais agências, bem como para a Finep e as próprias instituições de ensino superior. Sem o fomento, a avaliação corre o risco de ser apenas um exercíc io acadêmico. Mas, sem a avaliação, o fomento pode ser cego. A relação virtuosa entre os dois é assegurada pela tradição brasileira da avaliação dos cursos de pós-graduação, iniciada pelo então diretor-geral Cláudio de Moura Castro, em 1976, e que é vista pela maior parte dos especialistas como o fator que assegura que na pós- graduação stricto sensu a educação brasileira tenha qualidade internacional. A avaliação dos cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado é realizada uma vez a cada três anos. Ela gera notas, que vão de 1 a 7. As notas (ou conceitos) 1 e 2 implicam o descredenciamento do curso. Seus diplomas deixam de ter validade nacional. Na prática, isso significa que o curso é fechado, embora a Capes não tenha papel de polícia. As notas 3 a 5 valem respectivamente “regular”, “bom” e “muito bom”. Além disso, há também os conceitos 6 e 7, que expressam excelência constatada em nível internacional. Somente os programas que têm doutorado podem aspirar às notas 6 e 7. As bases da avaliação A avaliação tem por principal base o Coleta de Dados da Capes, que anualmente recolhe a informação, fornecida pelos programas, de seu desempenho. São dados detalhados, que constituem uma das mais importantes bases de ensino superior do mundo. Essa base, por sua vez, é trabalhada pela informática da Capes atendendo ao que cada área define como necessário para avaliar a qualidade do seu programa. É importante notar que, se há critérios gerais de avaliação (leva-se em conta essencialmente a produção científica dos docentes e discentes, a formação do corpo docente, a qualidade da formação dos alunos e, agora, também o impacto social do programa), cada área tem bastante liberdade para definir como vai operar a sua avaliação. Para que serve a avaliação Há várias utilidades da avaliação: - permite assegurar ao aluno de mestrado ou doutorado que ele terá aulas e será orientado por professores competentes, cientificamente produtivos e reconhecidos por seus pares. Portanto, o principal beneficiário dela é o futuro mestre ou doutor;

- garante a qualidade dos cursos e, pelo poder que legalmente tem de “fechar” cursos

fracos e deficientes (apenas 2% , em 2004), assumiu uma autoridade moral que faz que

os demais cursos concorram para assegurar sua qualidade;

- é extremamente econômica, porque com cerca de 7 milhões de reais anuais se garante

a avaliação trienal e, nos anos do intervalo, o acompanhamento anual dos cursos,

evitando que percam sua qualidade e estimulando-os a crescer;

- dá ao poder público e às fundações privadas condições de selecionar quais os grupos

melhores aos quais conceder recursos de fomento: aqueles que terão maior efeito

multiplicador tanto para fazer ciência, quanto para formar pesquisadores;

- permite que as próprias instituições avaliadas (universidades, centros universitários e

faculdades) tenham uma análise séria – e gratuita – que as ajudará a definir suas

políticas de aprimoramento interno;

- oferece ao graduado que se interesse em cursar um mestrado ou doutorado, elementos

seguros para escolher o lugar mais adequado para ele disputar uma vaga. (Veremos isso

mais adiante, no terceiro artigo da série, sobre a transparência da avaliação – em que

veremos a questão das fichas de avaliação, da recomendação de que cada programa

tenha um site na Internet, e da determinação de que sejam publicadas as teses e

dissertações na rede internacional de computadores).


Renato Janine Ribeiro

Diretor de Avaliação da Capes

ENDEVOR

 
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Workshop Endeavor
Data: 18/07/2007
Início: 9h
Término: 12h
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